Venha...
Venha, deixa-me ser teu sonho
teu rei e teu vassalo
eis a oferta, o que lhe proponho
venha deixa-me ser teu poeta
teu príncipe, teu encanto
venha deixa-me ser teu
venha e não tenha medo
e somente teu para sempre
serei para ti tal qual rochedo
vista-se de coragem e esperança
venha nas asas da paixão
e nossas almas em aliança
dois corpos, um só coração
voar rumo ao infinito
venha viver o amor
dos sentimentos, o mais digno
para nunca mais partir
venha minha flor.
venha...
dedicado a
Carolina flor
Escrito por ^A^ Arcanjo Poeta ^A^ às 14h33
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| A arte de ser feliz |
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Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. | |
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| Cecília Meireles |
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Escrito por ^A^ Arcanjo Poeta ^A^ às 08h41
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